sábado, 23 de julho de 2011
Wonderland
Resplandescente ar. Me deixe, pois preciso respirar.
Me acorde quando tudo acabar,
essa ventania adoece e eu to na mesa do bar.
Estranha sensação... deixei a cama arrumada,
a luz apagada e o gaz ligado.
Cortei os tomates, joguei vinagre nos dedos
e os quiabos não paravam de me vigiar.
As janelas sorriam, o carpete chorava
e a privada tinha um ar suicida.
Da torneira saia sangue,
no ralo transbordava espermatozóides,
e dele a tristeza de uma vida nao vivida.
A musica era Beethoven, mas o tom era diabético.
Dia, bético, diabólico, desnutrido.
Qual a melhor forma de voar?
Aladim me dizia sobre o tapete mágico,
mas quem me convenceu foi Venâncio.
Venâncio fazia o melhor chá de abóbora que ja tomei.
Consultava as lebres que chupavam manga na primavera.
Ah, os sinos..plin plon, tim dom, plin plin.. plem!
Deixei na mesa a tesoura de corda
e agora acho que ja estou pronta.
Tudo bem, ja posso acordar.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
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