segunda-feira, 13 de junho de 2011

Bailarina torta


'Dançava a bailarina torta
Dançava até o sol se pôr
Dançava a bailarina torta
Dançava à procura de um amor
No beco dos velhos bares
Onde um dia ela já dançou
Antes de entortar as pernas
Antes de perder um grande amor
E a bailarina torta corria atrás
De roupas novas e um copo de champanhe
Nunca mais champanhe
Nunca mais plateia no Municipal
Nunca mais champanhe
Nunca mais baile de carnaval
E a velha bailarina torta
Que bailava em busca de um amor
Entrou, fechou a porta
Deitou e então silenciou
Silenciou...'

Inconveniente

Simplismente, de repente, tudo enfim, se acaba.
Inconsequentemente ou devidamente, nao se cabe mais o espaço.
Nao cabe a mim, nem a voce decidir quando tem um fim.
Severamente as coisas passam e tranquilamente se recompõe.
Diferente, atormentadamente as horas vao passando.
De repente me pergunto - o que estou fazendo aqui?
e as respostas aparecem quando olho pela janela.
Resposta fria, de um dia talvez quente.
Tudo muda frequentemente, e os meus cílios vao caindo
discretamente.
Ta certo? sera que ta certo? quem sabe o que é certo?
enfim, as horas continuam passando.