terça-feira, 30 de setembro de 2014

Alabama Shakes - Rise to the sun

Sabe aqueles dias que você tem vontade de tomar um porre, de preferência com a música preferida do momento sendo o destaque? Sabe aquela vontade louca do cineasta de de repente fazer um filme que acha que será revolucionário? Que vai conseguir passar alí tudo o que se está sentindo? Pois é, provavelmente você não vai saber. - Você é cineasta? me perguntou um bêbado idiota as 8 horas da manhã pós balada em plena Augusta. - Não, cineastas sem filmes não são cineastas, mas a minha vida facilmente viraria um filme, cada dia que vivo, com certeza seria pelo menos o início ou fim de algum. O cinema vive pulsando dentro de mim. É aí que me lembro do personagem do Caio Blat no filme Histórias de amor duram apenas 90 minutos. "O que eu faço da porra da minha vida?". Eu nunca consigo terminar minhas histórias. Meus textos na verdade duram menos de 90 segundos. O amor, eu prefiro não entrar nesse assunto. Simplesmente porque ele é inconstante, me irrita, vai e volta, e eu nunca tenho certeza. Ninguém pode saber de certas coisas, isso nos revela como um poço, cheio de emoções e lembranças guardadas. Quantos rostos marcados no coração. Pele, cabelo, bar, moeda, merda. O que te faz lembrar todos os dias daquelas pernas? Eu preciso de liberdade para escrever, liberdade para criar, e eu não posso fazer isso. Não me pergunte porquê, eu apenas não posso. E finalmente ele respondeu: - vamos beber! ou então...vamos chorar.