Rodou a roda em plena avenida,
os pássaros pararam, lacrimejaram os olhos de dona Amélia.
Quantos sorrisos foram desperdiçados naquela avenida.
Roda a roda, meu bem. Que o trem ja passou, o mal se calou e num instante o futuro nos perdoou.
Se compadeceu de nós o Deus da salvação.
Que dia bom!
sábado, 28 de dezembro de 2013
Roda a roda Silvio Santos
Rodou a roda em plena avenida,
os pássaros pararam, lacrimejaram os olhos de dona Amélia.
Quantos sorrisos foram desperdiçados naquela avenida.
Roda a roda, meu bem. Que o trem ja passou, o mal se calou e num instante o futuro nos perdoou.
Se compadeceu de nós o Deus da salvação.
Que dia bom!
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Da janela eu vejo
As colheres de jeriquará são mais fortes, não entortam nem descascam.
As mulheres de João Carlos são mais fortes, não têm brilho e nem sonhos.
As corridas de São Silvestre são mais fortes, elas têm músculos e dedicação.
Até o fundo preto daquela caixa era mais forte do que eu.
Eu era mais fraca do que eu, pensava.
Anita quer correr para fora e ver o que há entre ela e Miguel.
Daqui eu vejo dois egoístas.
Anita gosta de usar shorts, Miguel quer correr no parque cheio de piranhas.
Miguel quer salvar Anita de ser mal cobiçada, Anita quer salvar Miguel de cobiçar.
No fundo o medo e o ciúme. Faltava o amor ser exercido.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Explícito destino de Sophia
As pipocas pulavam do prédio. E de felicidade.
Vejam só, só vejam! Há uma jornalista chegando por ai.
Ja não era sem tempo, esse prédio está acabado, estamos cansados de advogados.
Saltitavam as pipocas. Riam e ironizavam de tanta alegria.
Mais uma sendo liberta, mais uma sendo fisgada para o jornal.
Mais uma se descabelando, e menos uma a engraxar sapatos.
Bom dia, São Paulo!
domingo, 17 de novembro de 2013
Meu malbem
Veja bem, meu bem,
se eu estivesse naquela chacina, como seria agora?
Para quem você mentiria? Quantas coisas deixaria de omitir?
Veja bem, meu bem, eu não estava la, mas posso ir embora daqui.
Até as estrelas se cansam, até o sol vai embora.
Lave suas meias encardidas e queime suas coecas velhas.
Você me perde para você mesmo.
Veja bem, meu bem, quem te entenderia? Para onde iria?
O que te sobra de mim é meu adeus, e o que sobra de ti são sonhos frustrados.
Se eu pudesse te dar um conselho, diria não se iluda com bundas alheias.
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Janamor
Uma mulher sem amor não é mulher, é uma casca. Uma casca grossa.
Mulher e não necessariamente feminina.
Jana gosta da liberdade de um amor sereno, com cheiro de flor.
Onde a alma descansa em braços de paz. É tocada por lábios de amor. É desejada por uma mente sã.
Jana dança nos seus sonhos, linda. Abre os braços para o vento, toma um banho de mar.
Deixa o amor florecer, sente a alegria do amor. A paz de um sorriso sincero, a confiança de um olhar tranquilo.
Jana precisa ser mais mulher, precisa de amor. Se ilumina com a suavidade de um gesto doce.
o amor é o remédio para qualquer dor.
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Carta para o porco maior
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Meramente
Os meus olhos estupidamente não conseguem disfarçar.
Sempre foi assim.
Tento driblá-los olhando para o espelho e nao vejo nada além
de uma insatisfação gritante.
O óbvio era tão utópico ao mesmo tempo.
Tudo que eu queria era só ser compreendida.
Treino sozinha como chegar na cozinha e não deixar transparecer,
que os olhos estão tristes, e que o motivo é quase o mesmo.
Que dó dos meus olhos.
Cheios de lápis preto, com uma bola cor de mel e meramente abaláveis.
É só a alma de uma menina.
domingo, 1 de setembro de 2013
Bicho
Me sinto um lagarto precisando voltar para o meu habitat natural.
Tem algo errado aqui.
Se eu parar para pensar muito eu tenho vontade de me enterrar.
Ta tudo errado.
Como um lagarto desesperado, louco.
Me debato. Ele não merece que eu fique nem mais um segundo.
Rastejo pelas paredes e como a poeira do chão sujo.
Ninguém me enxerga. Aqui dentro ta tudo explodindo.
Acabaram-se os bons princípios. A minha vontade é me libertar.
Adeus ao novo. No fundo era só saudade.
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Coração de Helena
Helena não se abre.
Helena não pode se abrir.
Quantos segredos ela traz em seu coração...
O problema é que Helena não sabe que coração cheio demais incha.
Tava quase para explodir.
Helena sonha, mas acorda.
Helena brinca, mas envelhece e briga.
Uma hora criança, outrora velha,
bela.
Irradiante. Helena tem traços meigos, olhos fortes.
Com sua imensa sensibilidade artística,
não concordava com os 10% inspiração e 90% transpiração como leu em um livro.
É da sensibilidade que se tem o olhar, o escrever, o pintar.
O importante não é a concordância, não são palavras difíceis, mas o se emocionar,
o conseguir transmitir, o expressar da alma.
Helena estava endurecendo o coração.
Inchando, inchando, inchando.
Onde foi parar Helena?
Sentada na janela do seu quarto, do 11 andar
cai uma lágrima que faz barulho no chão.
Diga ao chão que meu coração mandou lembranças.
Diga a qualquer um que não posso dizer o que se passa.
Porque não passa.
Qual o peso de uma lágrima?
domingo, 9 de junho de 2013
Insatisfação.
Viver é um eterno se acostumar.
Se acostumar com a perda,
se acostumar com o cheiro, com o gosto,
com a lágrima que escorre seu rosto borrando a maquiagem,
com o anel que não está mais no dedo.
Com os dias em que a maior tristeza ja começa em apenas acordar.
Se acostumar com lembranças, se acostumar com o presente.
Ser obrigado a esquecer o passado, ser obrigado a seguir em frente.
Reconstruir.
E eu que pensei que nunca mais precisaria me acostumar.
Não tão forte, não a dor de perder alguém.
Mas a vida insiste em nos fazer acostumar,
a te rasgar, pra te testar, pra te fazer em ir frente.
domingo, 26 de maio de 2013
cold
Tears come streaming down your face
when you lose something you can't replace..
When you love someone but it goes to waste
could it be worse?
sexta-feira, 17 de maio de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
.
Eu queria poder olhar nos seus olhos e dizer parabéns.
Parabéns meu querido, por mais um ano,
mais um dia de vida.
Mais um dia que você pode brilhar,
mais um dia que você pode cantar,
encantar...
Tantas frases propriamente suas eu diria para você neste dia.
Se houvesse a chance, eu te diria isso pelo menos só por uma noite.
Que a criança com o mais belo olhar é você.
Eu comemoro em lágrimas o dia que era pra ser seu.
9 de abril, essa é por quem ficou pra trás.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Alexandre Magno Abrão
No fim, tudo é nada.
06 de março de 2013, quem saberia?
Logo ao acordar recebo a triste notícia de que
lá se vai mais um, como poderia chamar?
um skatista e grande artista, um grande homem santista,
para muitos um ídolo.
Todo dia é o fim para alguém, e hoje infelizmente foi o dele.
Acabam aqui os sonhos, acaba aqui a canção, acabam aqui as confusões,
acabam aqui os socos, os vícios, os rizos, acaba agora a solidão.
Hoje ele não vai viver, não vai vadiar e a alegria ja não importa mais.
Hoje o céu continua azul, mas o mundo cai em lágrimas.
O mês que vem chega, dia 9 de abril também, só não os 43 anos de vida.
Agora aquela pista se desfaz em silêncio, silêncio da sua ausência.
O único som é da platéia que ainda está la para te gritar, para te aplaudir.
Chorão, agora quem chora somos nós, pela sua partida.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
O porre do tio Ananias
Enquanto eu tomava banho, chovia.
Imagine só, chuva de canivetes!
Tio Ananias veio correndo me chamar.
- Pense! pense! há uma chuva de canivetes lá fora.
Penso, penso...
chuva de canivetes?
Saí correndo para ver, mas só havia pinga.
Tio Ananias tinha tomado um porre denovo.
Pobre tio Ananias.
Morreu logo depois, não se sabe se foi o porre,
ou se foram os canivetes achados no quintal de casa.
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