Sabe aqueles dias que você tem vontade de tomar um porre, de preferência com a música preferida do momento sendo o destaque?
Sabe aquela vontade louca do cineasta de de repente fazer um filme que acha que será revolucionário? Que vai conseguir passar alí tudo o que se está sentindo?
Pois é, provavelmente você não vai saber. - Você é cineasta? me perguntou um bêbado idiota as 8 horas da manhã pós balada em plena Augusta. - Não, cineastas sem filmes não são cineastas, mas a minha vida facilmente viraria um filme, cada dia que vivo, com certeza seria pelo menos o início ou fim de algum. O cinema vive pulsando dentro de mim. É aí que me lembro do personagem do Caio Blat no filme Histórias de amor duram apenas 90 minutos. "O que eu faço da porra da minha vida?".
Eu nunca consigo terminar minhas histórias. Meus textos na verdade duram menos de 90 segundos. O amor, eu prefiro não entrar nesse assunto. Simplesmente porque ele é inconstante, me irrita, vai e volta, e eu nunca tenho certeza.
Ninguém pode saber de certas coisas, isso nos revela como um poço, cheio de emoções e lembranças guardadas. Quantos rostos marcados no coração. Pele, cabelo, bar, moeda, merda. O que te faz lembrar todos os dias daquelas pernas?
Eu preciso de liberdade para escrever, liberdade para criar, e eu não posso fazer isso. Não me pergunte porquê, eu apenas não posso.
E finalmente ele respondeu: - vamos beber!
ou então...vamos chorar.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Alabama Shakes - Rise to the sun
Sabe aqueles dias que você tem vontade de tomar um porre, de preferência com a música preferida do momento sendo o destaque?
Sabe aquela vontade louca do cineasta de de repente fazer um filme que acha que será revolucionário? Que vai conseguir passar alí tudo o que se está sentindo?
Pois é, provavelmente você não vai saber. - Você é cineasta? me perguntou um bêbado idiota as 8 horas da manhã pós balada em plena Augusta. - Não, cineastas sem filmes não são cineastas, mas a minha vida facilmente viraria um filme, cada dia que vivo, com certeza seria pelo menos o início ou fim de algum. O cinema vive pulsando dentro de mim. É aí que me lembro do personagem do Caio Blat no filme Histórias de amor duram apenas 90 minutos. "O que eu faço da porra da minha vida?".
Eu nunca consigo terminar minhas histórias. Meus textos na verdade duram menos de 90 segundos. O amor, eu prefiro não entrar nesse assunto. Simplesmente porque ele é inconstante, me irrita, vai e volta, e eu nunca tenho certeza.
Ninguém pode saber de certas coisas, isso nos revela como um poço, cheio de emoções e lembranças guardadas. Quantos rostos marcados no coração. Pele, cabelo, bar, moeda, merda. O que te faz lembrar todos os dias daquelas pernas?
Eu preciso de liberdade para escrever, liberdade para criar, e eu não posso fazer isso. Não me pergunte porquê, eu apenas não posso.
E finalmente ele respondeu: - vamos beber!
ou então...vamos chorar.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Senta aí
Sente-se ai meu caro amigo, que eu vou lhe contar uma história.
A vida é desse jeito mesmo, uma hora você está lá, outra hora aqui, de repente está de volta, e de vez em quando onde nunca esteve. Eu vi os dias passarem, e a dor da solidão corroer um homem. Enquanto ele bebia sua cachaça, o que mais o destruía eram os motivos. Ah, os motivos... eles sempre existem pra tudo. Há motivos para ficar, inúmeros motivos para ir, e raros para se conciliar com a cachaça. Vi uma bela menina se despir de sua antiga vida, arrancou os brincos, as meias e os sutiãs. De repente livre. Vi dois homens suspeitos em um posto na beira da estrada, subiram em uma moto e foram embora com cara de que estavam fazendo algo errado. Enquanto isso outro atravessava a avenida com chapéu e óculos escuros, tudo estava envolvido, ou era só esquizofrenia. Todos tinham algo em comum. Todos tinham motivos. Caro amigo, você é um dos maiores motivos de eu estar assim agora. Por algum motivo nesse momento o meu caro amigo sou eu mesmo. Deve ser pelo simples fato de que cada um tem os seus motivos para fazerem o que estão nesse momento, ou pelo menos acham que tem. O motivo muitas vezes não passa de uma desculpa que damos aos outros e a nós mesmos.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Alma
O artista chora e sofre com seu excesso de sentimentalismo. Nao há artista que não seja sentimental, porque a arte é a expressão da alma. E a alma é o profundo do ser humano, o abstrato, onde se concentra os medos, os sonhos e os tais incríveis sentimentos. Por isso o artista é mais chato, nao é de dar muita rizada, ou as vezes ri a toa, pelo olhar crítico e louco que ele tem. Se fecha e se abre se despindo de sua loucura. Se revela, imparcial, revestido de ternura. Ele tem medo, pois tem zelo e guarda seus segredos. Se Gioconda soubesse, não teria esses devaneios. Alexandra não teria ligado naquela tarde e Helena não teria o abraçado na chuva. Que doçura ser artista, sensível, exagerado e detalhista.
sábado, 25 de janeiro de 2014
Assinar:
Comentários (Atom)
