quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Na cozinha
Descobri que estava com um grande problema
quando percebi que ja não me lembrava
mais frequentemente da minha cadela.
Ele ja tinha tomado conta de toda parte
da minha mente.
Substituiu minha maior saudade
e se enraizou completamente.
O jeito que me olhava de pijama na cozinha,
indeciso, desconfiado, observando de lado.
Acho que analisava até minha respiração,
ou nao analisava nada e era como se eu não
estivesse ali sentada.
Seu corpo era tão quente que me fazia
querer tirar a roupa.
Me sentia a vontade e reprimida ao mesmo tempo.
Sentí-lo era como cair no mar num dia de ressaca,
era como tocar o céu, viajar...
Meu Deus, estava eu sonhando?
Pedi para me mostrar que eu estava acordada
e ele me fez ter a certeza de que estava sonhando,
me beijando.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Arregaçar
Coberta de palavras, tudo que escutava
era que eu precisava mudar.
Mudar pra onde? mudar o que? pra quê?
Mudar, mudar, arregaçar.
Pare de me sufocar!
Algo me cheirava pavor...
Talvez as vozes que não me deixavam em paz.
Era mãe, pai, amigo, vizinho, mendigo,
cachorro, armário, comida, cigarro.
Tudo isso me pedia pra mudar, parar.
O que todos não entendiam é que
eu não sabia nem por onde começar.
era que eu precisava mudar.
Mudar pra onde? mudar o que? pra quê?
Mudar, mudar, arregaçar.
Pare de me sufocar!
Algo me cheirava pavor...
Talvez as vozes que não me deixavam em paz.
Era mãe, pai, amigo, vizinho, mendigo,
cachorro, armário, comida, cigarro.
Tudo isso me pedia pra mudar, parar.
O que todos não entendiam é que
eu não sabia nem por onde começar.
Grande homem
Como ele consegue andar?
Como ele respira e fala?
Ele carrega o mundo nas costas
e a culpa na alma.
Com suas botas gastas e esbranquiçadas
ele anda por esse mundo.
Carregando as melhores leis na mente
ele é decente.
Tenta fazer o certo, mas ele não sabe
o que é certo.
Se afoga em seus problemas,
bebe um porre de solidão todos os dias.
Está doente.
Sua natureza corroída faz seu corpo
modificar.
Vive só, com sua xícara de café
e sua tv.
Na espera de um dia ser reconhecido,
é o que o faz continuar.
Que amargura meu Deus!
mal sabe ele que o povo é ingrato,
o mundo é injusto,
e tudo isso é sujo.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Fora de ordem
Democratas, socialistas,
burlando as regras nesse país.
Revolucionários, comunistas
sujando cinzeiros com suas tolices.
Lebres, tortos, porcos.
A procura da paz?
Do dinheiro e poder.
Contaminando o país com essa sujeira.
Construindo e propagando desordem,
num mundo em que só se vê neurose.
Poder nas mãos de ratos,
o dinheiro público vai sendo lavado,
cuspido e mal usado.
Aqui a organização, a justiça e igualdade,
são cartas fora do baralho.
Outro nome a não ser você?
Um sonho louco me trouxe você,
uma noite fria me trouxe você,
um fumódromo do bar me trouxe você,
uma aventura me trouxe você,
o tudo, do nada me trouxe você,
e do nada tudo isso levou você.
você some, aparece, some, reaparece.
Uma mulher num sonho louco me disse que
eu me casaria com você.
Uma noite apaixonante me trouxe você,
o universo me trouxe você,
Deus permitiu e o diabo me trouxe você,
você me trouxe você.
Não há palavras para descrever o que senti
quando conheci você.
Não há como explicar porque ainda penso em você,
nem justificar porque ainda insisto em você.
Você que eu não vejo, você que eu nao falo,
você que eu nem conheço,
só sei que permaneço com você.
uma noite fria me trouxe você,
um fumódromo do bar me trouxe você,
uma aventura me trouxe você,
o tudo, do nada me trouxe você,
e do nada tudo isso levou você.
você some, aparece, some, reaparece.
Uma mulher num sonho louco me disse que
eu me casaria com você.
Uma noite apaixonante me trouxe você,
o universo me trouxe você,
Deus permitiu e o diabo me trouxe você,
você me trouxe você.
Não há palavras para descrever o que senti
quando conheci você.
Não há como explicar porque ainda penso em você,
nem justificar porque ainda insisto em você.
Você que eu não vejo, você que eu nao falo,
você que eu nem conheço,
só sei que permaneço com você.
Jovem droga
O que mais seria a felicidade daquele pobre jovem
vivendo a vida numa cidade desconhecida, cinza,
de ricas oportunidades, trabalhando, trabalhando,
reclamando, chorando, cantando, a não ser aquela droga?
Que droga!
Como ele se divertia com tudo aquilo...
Aqueles momentos de diversão faziam ele sentir
que valhia a pena viver a vida que ele tinha.
Trabalho, trabalho, a erva compensaria.
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