domingo, 26 de fevereiro de 2012

Cheiro do fim


De repente em um silêncio assombroso
me pego olhando fixamente no mais profundo
e íntimo olhar de Manuel.
Faço tantas perguntas a respeito do que vejo,
que da minha boca só saem meros suspiros.
O que realmente sentíamos um pelo outro?
A intensidade era um traço marcante,
quando ódio, muito ódio, vontade de usar
as mãos.
Quando paixão, desesperadora,corpos no chão.
Manuel é uma incógnita e eu imprevisão,
não sabia certo o que sentia,
só sabia que tinha sentido um certo
cheiro amargo no ar,
aquele cheiro que te confunde,
que te da medo,
provoca choro e saudade,
talvez até uma certa liberdade,
o famoso cheiro do fim.

2 comentários:

Luis Gustavo Brito Dias disse...

- pura sinestesia.



parabéns. muito bom!

camilablin disse...

Obrigada, querido.